As Eddas e as Mulheres

Foto lindona que respeitosamente peguei emprestado da Editora Pendragon

Lá pra 2018 li um livro cujas personagens não me saíram da cabeça. Após a leitura, escrevi assim:

As Eddas e as Mulheres

“É preciso coragem pra se defender o que acredita e mais coragem ainda pra defender a própria dignidade. É o que aprendi com as mulheres, as Vikings, do Ragnarok. Personagens de extremo potencial, cujo aproveitamento não é permitido em um único livro, e cujo carisma transcende as paginas do papel.

As personagens das eddas me conquistaram e me provaram, em diversos momentos, que, ser mulher em um mundo de homens exige grande quota de heroísmo. De personagens doces como a primavera de Freyma, a guerreiras brutas como Branda, temos os extremos de mulher, que acham um meio termo e misticismo em Hild. Foi um prazer e uma honra ver a construção, e em momentos, a desconstrução dessas personagens. Escolho falar delas, e não de Wofgard, porque sinto que a saga dele como herói terá seus muitos elogios de diversos fãs do livro, ou melhor, livros, como prometido pelo suspense deixado ao final da batalha.

As três mulheres que pôde amar até agora em sua vida, são pra mim as três facetas de uma divindade feminina, que deveria ser melhor representada na literatura, como vimos nas eddas. Da amante a guerreira, desta a feiticeira, do sangue quente ao coração de gelo, cada uma delas teve um papel fundamental na trajetória do herói, mas acima disso, pra mim, elas têm sua própria trajetória, paralela à de qualquer homem. É essa a história que eu mais gostaria de ver contada.

A representação de Wolfgard traz um homem com falhas, o que é real. As mulheres no entanto, ainda são fictícias, e eu espero ansiosa o momento em que terão suas tramas desenvolvidas e se tornarão reais, como as lágrimas de Branda. O livro num todo, pode muito bem ser visto como a saga de um único personagem, mas vejo em outros personagens tamanho potencial que não me contento com as únicas 335 páginas que recebi. Me encontro ávida por mais, e por maiores aventuras. Acho que se esse era um dos objetivos do autor, este pode se dar por satisfeito. Amei o livro.

Me apaixonei por três mulheres e em vários momentos odiei um homem, apesar de admirar sua astúcia e inteligência. Foi essa paixão e a admiração que me mantiveram presa a história mesmo nos momentos em que senti medo e arrepios. Porque foi o que aconteceu, senti medo do lobo. Talvez tenha esbarrado aí em outro objetivo do autor. Mais um ponto pra ele. O vilão encontra um lugar sombrio e antigo na cônscia humana pra ocupar, o que é mais que fascinante, aterrador.

Levo pra mim que o livro é muito bem elaborado e conta com diversas possibilidades a serem exploradas. Se esse é só o começo do Ragnarok, e eu já sinto que a literatura pra mim mudou, mal posso esperar pela continuação da trama.

Hoje, em 2020, ainda me pego pensando nessa história. Nessas mulheres. Me faz falta um de mundo feito o Ragnarok.

Me diga você, já leu um livro sobre mitologia nórdica? Como eram as mulheres nele?

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