Número 44

Olha essa capa, gente!

A resenha a seguir foi escrita essa semana, quando li de uma vez só o livro nacional Número 44 e lida ao vivo numa live do Instagram hoje a tarde.

“Quando um autor ou autora se aproxima de mim buscando ter seu livro resenhado, eu nunca sei exatamente o que esperar da leitura. Leio diversos gêneros literários sem preconceito algum… mas assumo que tenho uma predileção pelas fantasias ou distopias, além, é claro, do meu xodó que é a poesia.

Quando Júlia Giarola Andrade entrou em contato e fechamos uma parceria para que eu resenhasse Número 44, me vi empolgada pela sinopse e a capa, ambas instigantes. O título, publicado pela Editora Rouxinol, é sua primeira obra. 

Número 44 é um livro curto e extremamente imersivo que bebe de fontes semelhantes às que alimentaram as trilogias Divergente e Jogos Vorazes, que fizeram tanto sucesso nos últimos anos. Essa ficção científica com caráter distópico, foi escrita por uma autora nacional bem jovem e ainda assim apresenta reflexões sociais que causam impacto no leitor.

Acompanhamos um personagem sem nome por inúmeras vivências e experiências, partes fundamentais de uma tortura ao qual o protagonista está preso… Fazem parte do processo e da sequência de testes para o qual se voluntariou sem saber muito bem onde estava se metendo.

Esse ponto da narrativa te faz pensar sobre onde somos levados por nossos próprios pés quando achamos que não temos mais nada a perder. Sempre pode ficar pior. É isso que o Número 44 descobre em dada altura do livro…

Alguns momentos lembram demais o que Winston vive em 1984 e se você entendeu essa referência… sinto muito. Você sabe o que está por vir: angústia para o leitor e mais ainda para o personagem.

É como estar nos filmes O Poço e Jogos Mortais ao mesmo tempo. Sendo que o cenário é um subúrbio norte- americano? Pois é. Número 44 é uma obra tão instigante quanto prometem o conjunto sinopse e capa.

O final é exatamente o que prometeu ser desde o princípio. Ele fecha o ciclo daquele personagem dentro da jornada proposta, embora deixe um ou dois questionamentos para o leitor em relação a outros pontos da narrativa.

Se isso ocorre propositalmente visando uma sequência (que seria bem vinda) ou não, eu não sei. Sei apenas que Número 44 é um desses livros… muito mais sobre o que você sente ao longo do desenvolvimento do que pela conclusão.

É uma experiência com um ar Laranja Mecânica nesse sentido. Ultraviolência e então… calmaria. Se é que se pode chamar o “depois” assim. Não costumo inserir tantas referências numa resenha… mas dessa vez pareceu pertinente.

Parece importante mostrar pra você, leitor, que esse livro tem aspectos em comum com n outros títulos de sucesso. Número 44 poderia muito bem ser o novo hype atual do bookstagram, caso a literatura nacional fosse tão valorizada quanto a estrangeira.

Bom, nossa literatura não é tão valorizada quanto merece ser, mas escolho falar de livros como Número 44 independentemente de parcerias, porque é um livro que promove pensamento crítico, e isso sempre vale a pena.”

Essa foi a resenha de hoje… Espero que tenha sido uma boa leitura pra você e estou a disposição pra batermos aquele papo sobre literatura, seja aqui, seja no insta (@aclarabarreiros) ❤

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: