Alaska

Variando um pouco, uma foto minha com o livro

De tanta vergonha que sinto pelo abandono desse blog, vou direto ao ponto dessa vez. Vamos de resenha (e bilíngue, ainda por cima!)

O post de hoje faz dupla com o post do meu insta (@aclarabarreiros) e é uma resenha que escrevi em inglês para faculdade sobre um livro que me é muito querido.

É claro que eu quis traduzir e compartilhar com vocês também, embora ainda trazendo a versão original caso vocês tenham curiosidade de ler também em inglês.

A seguir, minha visão, anos depois da leitura, sobre “Quem é você, Alaska?”

”se pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela furacão”

“Eu tinha mais ou menos 15 anos quando eu li pela primeira vez “Quem é você, Alaska?” do John Green e a conheci. O livro é sobre o jovem Miles Halter, que viveu uma merda de vida sem grandes eventos, e sobre a garota que ele conhece, Alaska Young, que é, ela própria, um evento.

Ela é linda de morrer, fodida da cabeça, tão divertida quanto alguém pode imaginar… E ela se torna, é claro, sua melhor amiga. A vida do Miles não poderia jamais ser a mesma depois de conhecer a Alaska. E a minha também não.

O lance sobre “Quem é você, Alaska?” é que muitos anos se passaram desde que eu li o livro pela primeira vez e eu agora tenho 22 anos. Eu obviamente não me lembro de tudo que acontece no livro. Como eu poderia? Ainda assim, há lágrimas se formando nos meus olhos enquanto eu escrevo e eu posso sentir minha garganta se fechando em um nó. Arrepios na minha espinha e eu só consigo pensar em como o livro acaba. Em como ele me reduziu a pó só pra me moldar em algo melhor.

Eu era uma garotinha deprimida pensando coisas ruins, até esse livro aparecer e me mostrar realidades pra além da minha imaginação. Fatos que eu não devia ter evitado e verdades que eu agora não posso evitar levar em consideração.

Eu posso reviver, mesmo agora, cenas do livro. Eu vejo, como se estivesse acontecendo nesse exato momento, Alaska terminar o seu cigarro e jogá-lo no rio. Eu ouço Miles perguntando porque ela fuma rápido pra caralho e a resposta vem como um rasgo na minha alma.

“Cês fumam pra se divertir. Eu fumo pra morrer”. Ela diz e eu, enquanto leitora, sinto. Sinto cada letra. Eu as sinto ainda hoje. Ela fumava pra morrer e eu lia pra me esconder.

Foi ali, me escondendo do mundo que eu encontrei a Alaska. Eu não a deixei ir. Eu nunca vou deixa-la ir. Alaska vive em mim e através de mim a benção de cada dia. É só um livro, eles dizem. Bom, é claro que é. Eu respondo.

E é tão mais que isso, no entanto. É uma lição de vida sobre amizade e lealdade, bravura e verdade, dor e sofrimento, amor e perda. “Quem é você, Alaska?” é o “livro de criança” que ajudou a me transformar na jovem adulta que eu sou hoje e eu não acho que um dia eu vá um dia enjoar dele. Não há razão pra isso, afinal de contas.

É um livro tão real e cru e bom que dói. É o tipo de livro que te obriga a crescer e aparecer pra ocasião da leitura, porque ele não vai deixar você seguir imune aos seus capítulos. E é essa a coisa mágica sobre bons livros com boas histórias.

Elas vivem em nós para sempre e as melhores das melhores vivem através de nós. A Alaska é real e eu escolhi, anos atrás, sempre trata-la com a gentileza que ela não pediu, mas que merecia e precisava ainda assim.

O que começou como uma resenha terminou se tornando uma carta de amor ao livro que mudou minha vida anos atrás e que continua me ensinando coisas novas, a cada vez que eu me lembro de como me senti lendo. Eu genuinamente não posso recomendar esse livro o bastante. Eu nunca vou cumprir a tarefa de agradecer propriamente a Alaska por salvar a minha vida. Eu te convido a ler o livro e descobrir o porquê.”

Antes de deixar aqui a versão original dessa resenha, quero fazer uma pergunta: vocês já conhecem a Alaska?

Agora a mesma resenha em inglês, caso vocês tenham interesse:

If people were rain, I was drizzle and she was a hurricane.”

“I was about 15 years old when I first read John Green’s “Looking for Alaska?” and found her. The novel is about young Miles Halter, who has lived a non-eventful dull crap of life, and the girl he meets, Alaska Young, who is, herself, an event.

She’s drop-dead gorgeous, fucked in the head, as fun as one can imagine… And she becomes, of course, his best friend. Miles life could never be the same after Alaska. And mine couldn’t either.

The thing about “Looking for Alaska?” is, years have past since I first read the book and I am now 22 years old. I obviously don’t remember all that has happened in the book. How could I? Still, there are tears building up in my eyes as I write and I can feel my throat closing up. Shivers up and down my spine and all can think about is how the book ends. How it crushed me just to rebuild me into something better.

I was a little depressed girl thinking bad things, until this book came and showed me realities beyond my imagination. Facts I should not have avoided and truths I now cannot help but take into consideration.

I can recollect, even now, scenes from the novel. I see, as if it’s happening right now, Alaska finish her cigarette and flick it into the river. I listen Miles asking her why she smokes so damm fast and the answer comes as a tear in my soul.

“Y’all smoke to enjoy it. I smoke to die.” She said that and I, as a reader, felt it. Every little letter. I feel ‘em to this very day. She smoked to die and I read to hide myself.

It was there, hiding from the world that I found Alaska. I haven’t let go of her. I never will. Alaska lives within me each blessing from each day. It’s just a book, they say. Well, of course it is. I answer.

It so much more, however. It’s a life-lesson on friendship and loyalty, bravery and truthfulness, pain and sorrow, love and lost. “Looking for Alaska?” is the “kids book” that helped shape me into the young adult I am today and I don’t think I’ll ever be over it. There’s no need to it, after all.

It’s such a real and raw and good book that it hurts. It’s the kind of reading that asks you to rise to the occasion, because it will not let you go unhindered by its chapters. And that’s just the magical thing about good books with good stories.

They live in us forever and the best of the best live through us. Alaska is real and I have chosen, years ago, to always treat her with the kind kindness she didn’t ask for, but needed nonetheless.

What started out as a book review ended up being a love-letter to the novel that changed my life years ago and keeps on teaching me new things, each time I get to remember what I felt reading it. I truly cannot recommend this book enough. I never will accomplish the task of properly thanking Alaska for saving my life. I invite you to read the book to understand why.”

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